Diagnóstico do Novo Comportamento de Compra de Insumos Agrícolas
Junho 2026
Seção 01
Como a decisão de compra de insumos migrou para o digital
O produtor rural brasileiro de 2026 não espera o vendedor bater na porteira. Ele pesquisa o problema agronômico no Google, segue no Instagram o especialista que confia, assiste no YouTube a demo do produto na lavoura e fecha no WhatsApp com o distribuidor parceiro.
Essa jornada é nova. Até 2017, 93% das fazendas brasileiras não tinham acesso à internet. Em 2025, 98% das propriedades rurais estão conectadas — um salto em menos de uma década que transformou o perfil do decisor de compra de insumos em todo o Brasil.
A implicação estratégica é direta: a influência sobre a decisão de compra migrou do campo para o feed. O produtor que pesquisa, decide e convence outros produtores não está esperando o representante comercial — ele está ativo, conectado e formador de opinião nas redes. A marca que entende isso chega antes. A que não entende chega tarde — ou não chega.
Seção 02
Quatro etapas digitais do produtor rural até a decisão
A jornada digital completa antes de adquirir insumos agrícolas
Quem aparece nessa busca com conteúdo técnico de qualidade estabelece autoridade antes de qualquer contato comercial — com custo de aquisição zero.
57,5% dos produtores rurais usam redes sociais para obter informações, pesquisar e comprar insumos. (Embrapa/Sebrae/INPE — Retrato da Agricultura Digital →)
O criador de conteúdo agro que produz demo técnica de produto influencia a decisão de compra com custo dramaticamente inferior ao modelo de força de vendas tradicional — e com escala ilimitada.
WhatsApp é o canal de fechamento, não de convencimento. O convencimento acontece antes — nas redes, nos vídeos, nos influencers de confiança. Quem marca presença nas etapas 1, 2 e 3 chega ao 4 com vantagem.
Seção 03
Os dados que provam a transformação digital do produtor rural brasileiro
Pesquisas primárias sobre comportamento digital do produtor rural brasileiro
Contexto complementar de digitalização do agronegócio brasileiro
Seção 04
Criadores de conteúdo que movem a decisão de compra no campo
O Brasil possui o maior ecossistema de criadores de conteúdo do mundo em relação à população — e o segmento agro é um dos mais ativos e engajados. Jacques Vanier (9,2 milhões no Instagram, 6,5 milhões no TikTok), Michele Guizini (1 milhão+ no TikTok) e dezenas de agrônomos e produtores-influencers com audiências entre 100 mil e 500 mil seguidores formam uma rede de autoridade técnica que o produtor rural confia mais do que em material comercial de qualquer empresa.
Esse ecossistema tem características únicas que o diferenciam de influencer marketing em outros setores:
• Alta credibilidade técnica: seguidores exigem profundidade — vídeo de demo de produto, resultado real de campo, comparativo com o ano anterior. Conteúdo superficial é punido pelo algoritmo e pelo público.
• Audiência de alto poder aquisitivo: produtores rurais com propriedades médias de 50+ hectares decidem compras de R$50 mil a R$5 milhões por safra. O ticket de decisão influenciável por um criador de conteúdo no agro não tem paralelo em outros segmentos.
• Baixa saturação de marcas: enquanto categorias como beleza, moda e fitness têm dezenas de marcas competindo pelos mesmos criadores, o agro ainda é uma categoria de baixa densidade de campanhas — com CPM estruturalmente mais barato e engajamento orgânico mais alto.
• Concentração geográfica estratégica: Centro-Oeste (MT, GO, MS), Sudeste (MG, SP) e Sul (PR, RS) concentram os criadores e as audiências mais relevantes para insumos de alto valor como defensivos, sementes e fertilizantes.
Os mecanismos de conversão que diferenciam o criador de conteúdo rural
Seção 05
Como transformar a decisão digital do produtor em vantagem competitiva de marca
Contexto estratégico e janela de oportunidade para a marca
A TrendsOn não executa campanha de influencer genérica. Constrói estratégias de influência técnica — identificando o criador certo para o produto certo, desenvolvendo o briefing narrativo correto e medindo resultado com rigor analítico de campanha.
Para o segmento agro, isso significa:
Mapeamento de criadores: identificação dos influencers agro com maior autoridade técnica na categoria específica (defensivos, sementes, biológicos, fertilizantes) e fitting com o posicionamento Syngenta — análise de engajamento qualitativo, qualidade de comentários técnicos e histórico de campanhas.
Briefing narrativo orientado por resultado: não brief de publicidade — brief de demo técnica. O criador produz conteúdo que o produtor rural busca: aplicação real, resultado mensurável, comparativo de campo. Conteúdo que a audiência redistribui porque é útil, não porque é publicidade.
Ativação multi-etapa: cobertura da jornada completa — conteúdo de topo (educativo técnico), conteúdo de meio (aplicação e resultado), conteúdo de fundo (recomendação explícita com link de distribuidor para fechamento).
Mensuração rigorosa: views, alcance, taxa de engajamento, análise de sentimento dos comentários (proporção de perguntas técnicas sobre o produto = indicador direto de intenção de compra), CPV (custo por visualização qualificada) e atribuição de conversão.
O objetivo não é visibilidade — é influência na decisão de compra. E influência na decisão de compra gera receita mensurável.
Mapeamento dos top 15 a 20 influencers agro com fitting técnico e de audiência para o portfólio Syngenta — análise de engajamento, qualidade de comentários técnicos, histórico de campanhas e exclusividade de marca concorrente.
Validação da metodologia com campanha piloto para um produto do portfólio Syngenta: 2 a 3 criadores, 4 a 6 semanas, entregáveis de Reels + Stories técnicos. Objetivo: estabelecer benchmark de CPV e ER para o segmento agro-defensivos.
Com benchmark validado no piloto, expansão para portfólio completo com calendário editorial de 12 meses alinhado à sazonalidade agrícola: plantio, desenvolvimento, colheita e entressafra — cada fase com conteúdo técnico específico e criadores especializados.